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A mamaplastia de aumento é, hoje, a cirurgia plástica mais realizada no Brasil e nos Estados Unidos. É também o procedimento que apresenta maior índice de satisfação da paciente, pois o seu resultado imediato é bem próximo do resultado definitivo.

Essa cirurgia é indicada para os casos de amastia (ausência congênita das mamas), hipomastia (volume diminuído das mamas) e assimetria (mamas de tamanhos diferentes). Pode ainda ser indicada para reconstruções mamárias secundárias, quando é preciso corrigir um defeito morfológico deixado pela retirada da mama na cirurgia anterior.

A busca por mamas maiores ultrapassa muito o aspecto físico. Há relatos de baixa autoestima com distúrbios no convívio social e, até mesmo,  insegurança na relação sexual com o parceiro.

Existe uma enormidade de marcas e modelos de próteses de silicone. A mais utilizada é a prótese de silicone formada por gel coesivo, com a cobertura texturizada ou poliuretano. O critério para escolha do modelo e do tamanho da prótese deve ser personalizado mediante uma avaliação criteriosa realizada durante a consulta médica. Algumas marcas oferecem até cobertura vitalícia, ou seja, garantia de substituição na eventualidade de algum problema acontecer com a mesma.

O plano de inclusão da prótese mamária (subglandular, subfacial, submuscular ou duplo espaço) e a via de acesso (sulco submamário, peri areolar, com cicatriz vertical ou mini “T”, axilar, umbilical ou abdominal) serão discutidos caso a caso. A escolha da melhor técnica será planejada conjuntamente, entre médico e paciente.

Habitualmente adotamos somente o ambiente hospitalar para realização destes procedimentos, pois a maioria deles disponibiliza o CTI para suporte, conferindo maior segurança e conforto a pacientes e familiares.

Caso você apresente alguma queixa relacionada com o volume diminuído em suas mamas e deseje aumentar a sua autoestima, agende uma avaliação especializada.

Dúvidas frequentes

1) Qual é a idade mínima para se submeter a uma mastoplastia de aumento?

A literatura descreve que a execução desse tipo de procedimento preceda o completo desenvolvimento dos brotos mamários. Isso ocorre quatro anos após a data da primeira menstruação – algo em torno de 16 e 17 anos.

2) Em que casos a colocação de prótese mamária é mais indicada?

Geralmente, não existe mama melhor que outra para incluir uma prótese. Mamas que apresentam perda de volume são as mais indicadas.

3) É possível aumentar e levantar mamas caídas na mesma operação?

Isso não só é possível, como deve ser feito. A inclusão de uma prótese mamária sem a chamada Mastopexia, em mamas caídas, confere à nova mama um aspecto pouco interessante, com uma projeção para baixo dos mamilos. Nesses casos, os dois procedimentos juntos – aumento mais elevação – são a melhor opção.

4) Qual é a localização das cicatrizes?

Cada tipo de cicatriz se relaciona com o tipo de acesso escolhido para inclusão das próteses. Existem quatro tipos de acessos descritos:

– No sulco das mamas;

– Periareolar;

– Axilar;

– Via abdominal.

Cada via produz um tipo específico de cicatriz permanente que se modifica ao longo de 18 meses.

5) As cicatrizes são definitivas?

Toda cicatriz é permanente e sofre modificações – o chamado amadurecimento – no período de até 18 meses após a cirurgia. A evolução dessas cicatrizes pode ser favorável ou desfavorável, normal ou patológica, estética ou inestética. Costuma-se dizer que toda cicatriz é definitiva. Os resultados, porém são transitórios.

6) Que tipo de alterações desfavoráveis as cicatrizes podem sofrer?

Conforme a qualidade de pele e do tipo de cicatrização, própria de cada pessoa, a cicatriz pode se tornar hipertrófica com queloides, alargada, deprimida, hipercrômica (escura), hipocrômica (clara) e ou retraída.

7) Mesmo pessoas que costumam apresentar boa cicatrização, podem ter cicatrizes ruins?

Sim. O comportamento de cada cicatriz só será realmente percebido depois de iniciada a fase de maturação (amadurecimento). Isso pode ser identificado após o primeiro mês de cirurgia. A correção, no entanto, só pode ser planejada após 6 meses de cirurgia, quando a cicatriz já está mais madura.

8) O que a paciente pode fazer para minimizar a ocorrência de alterações indesejadas nas cicatrizes?

O uso de cremes específicos, massagens locais, utilização de placas de gel de silicone e cuidados com a limpeza podem minimizar ou dificultar a ocorrências destes fatores, mas nunca impedir totalmente que se formem. A genética ainda é o fator preponderante.

9) Em que espaços a prótese de mama pode ser colocada?

Existem quatro espaços principais:

– Atrás da glândula e a frente do músculo;

– Atrás da fáscia (membrana que cobre o músculo) e à frente do músculo;

– Atrás do músculo;

– Misto: parte inferior sob o músculo e parte superior atrás da glândula (duplo espaço).

10) Como definir o tamanho de prótese ideal para cada pessoa?

A escolha do tamanho leva em consideração o desejo da paciente, suas características anatômicas como a relação entre a estatura e o peso, a distância entre ombros e quadril, a quantidade de tecido mamário existente e o tipo de pele – se é flácida e tem estrias, por exemplo.

11) Que tipo de anestesia é utilizado?

Na grande maioria dos casos, a anestesia escolhida é a local com sedação. Em casos raros, em que o volume do anestésico local se torna grande, pode-se optar pela anestesia peridural alta, bloqueio intercostal ou anestesia geral.

12) Que intercorrências imediatas comuns podem acontecer?

Dor leve, edema (inchaço), equimose (mancha roxa), pequena deiscência da sutura (abertura dos pontos), seroma (acúmulo de líquido ou tecido gorduroso liquefeito dentro da mama), alterações temporárias na sensibilidade, entre outras.

13) Que intercorrências imediatas raramente ocorrem?

Infecção da ferida operatória, hematoma (coágulo dentro da mama), necrose ou morte da pele da aréola, alergia aos fios cirúrgicos, antissépticos ou cremes cicatriciais, grande deiscência da sutura (abertura dos pontos), extrusão da prótese (saída total ou parcial da prótese pela cicatriz), entre outras.

14) Que intercorrências tardias acontecem normalmente?

Eliminação de pontos pela cicatriz junto com uma secreção amarelo-clara que é produto da digestão do fio, pequena deiscência ou abertura na linha da cicatriz durante a expulsão do fio, assimetria mamária, alterações na tonalidade da cicatriz (escurecimento ou clareamento), entre outras.

15) Quais são as intercorrências tardias raras?

Hipertrofia e alargamento da cicatriz, queloides, necrose do tecido gorduroso (esteatonecrose), alterações permanentes na sensibilidade, formação de cistos calcificados internos, infecções resistentes com drenagem de secreções através de fístula (abertura) cutânea, contratura capsular, hematoma tardio, entre outras.

16) O que pode ocasionar o surgimento dessas ocorrências?

Desobediência às recomendações e restrições médicas, fatores relacionados à capacidade de defesa, à resposta alérgica e cicatricial individual, fatores genéticos, fatores relacionados com os hábitos alimentares e comportamentais (cigarro, sedentarismo), fatores hormonais (gravidez, hipotireoidismo, diabetes), determinadas doenças do colágeno (artrites, lupus, cútis laxa, etc), entre outros.

17) O que é contratura capsular? Como ela acontece? Qual é a sua incidência?

É uma forma de rejeição do organismo à prótese mamária. Na tentativa de expulsá-la, o organismo forma uma cápsula de tecido conjuntivo que contrai sobre a mesma. Ocorre em torno de 4% na literatura mundial, ou seja, 4 pessoas em cada 100 apresentam tal contratura.

18) Como é o tratamento da contratura capsular?

O tratamento medicamentoso se aplica aos estágios iniciais e pode retardar a evolução deste processo. Em graus avançados as próteses devem ser retiradas, juntamente com a cápsula formada, através das mesmas cicatrizes. Uma nova inclusão poderá ocorrer de imediato, em outro espaço, ou após seis meses, na mesma região.

19) Quanto tempo depois da cirurgia a paciente pode ir para a casa?

Recomenda-se um tempo mínimo de observação até que a recuperação aconteça. Esse tempo varia de paciente para paciente, conforme a técnica utilizada, a resposta ao trauma cirúrgico e a ausência de dor. Na maioria das vezes, a alta acontece em até 12 horas após o procedimento.

20) É necessário usar sutiã modelador? Durante quanto tempo?

Sim, por um período mínimo de 30 dias, durante 24 horas por dia. Depois, por mais 30 dias, durante a noite.

21) Quanto tempo depois do procedimento é permitido massagear as mamas? E as cicatrizes?

A massagem nas cicatrizes pode ser iniciada a partir do primeiro momento da retirada dos curativos, ou seja, 24 a 48 horas após o procedimento. Já a massagem sobre as mamas deve se iniciar a partir da retirada dos pontos, algo em torno de 15 a 21 dias de pós-operatório.

22) O implante prejudica a amamentação?

Conforme a técnica empregada, uma pequena redução na capacidade de formação de leite pode ser percebida. Isso ocorre, mais frequentemente, na via de acesso periareolar na qual é danificado um número pequeno de ductos lactíferos – no máximo 30%.

23) A prótese de silicone causa câncer?

Não. Na verdade existe uma descrição do chamado Linfoma Anaplásico de Células Gigantes (clique aqui: http://www.fda.gov/), um tumor extremamente raro, relacionado com a cápsula formada pelo organismo ao redor das próteses. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (clique aqui: http://www2.cirurgiaplastica.org.br/implantes-mamarios-linfoma/ ), a raridade deste tipo de tumor não exige a adoção de nenhuma medida restritiva, a não ser o seguimento ultrassonográfico anual no pós-operatório (SEGUNDO ORIENTAÇÕES DA SBCP – SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIRURGIA PLÁSTICA E A ASAPS – AMERICAN SOCIETY OF AESTETIC PLASTIC SURGERY).

24) Existe a possibilidade de a prótese romper dentro da mama?

A possibilidade da prótese de mama se romper é muito rara. Poderia acontecer no caso de um trauma violento sobre o tórax, como um acidente automobilístico, por exemplo. Caso isso ocorra, as próteses atuais mais modernas são preenchidas com um gel de silicone coesivo, que não invade o tecido mamário normal.

25) Ganho de peso interfere no resultado?

Sim. Toda mama contém células gordurosas em maior ou menor grau. Qualquer ganho de peso provoca a hipertrofia da célula gordurosa existente. Caso a pele que reveste a mama não tenha uma boa elasticidade, com o emagrecimento, a mama poderá perder a sua sustentação e forma.

26) As mamas ficam idênticas?

Não. Toda mulher apresenta uma discreta assimetria nas mamas. É desejável que essa pequena assimetria permaneça, até porque confere um aspecto mais natural às mamas. Assimetrias mamárias grandes prévias podem ser amenizadas com uso de próteses de tamanhos diferentes.

27) Como é a evolução do edema (inchaço) no período pós-operatório?

Não se deve buscar um resultado final logo no princípio. Seis meses após a cirurgia, espera-se que 90% do edema (inchaço) já tenha sido reabsorvido – algo que não acontece da mesma maneira entre a mama direita e a mama esquerda. O edema residual demora mais de um ano para ser completamente reabsorvido.

28) O resultado de mamas “gordurosas” é pior do que o de mamas “glandulares”?

Sim. Toda vez que o próprio tecido da paciente é utilizado para preencher a mama, é possível antecipar a duração desse resultado pela constituição predominante do tecido mamário – gorduroso ou glandular. Mamas glandulares mantêm-se por mais tempo no pós-operatório.

29) Quanto tempo depois da cirurgia é possível notar o resultado final?

O resultado final pode ser observado entre 12 a 18 meses após a cirurgia.

30) O que pode interferir negativamente no resultado?

Desobediência às recomendações e restrições médicas, sedentarismo, ganho de peso, dieta irregular e hipercalórica, alterações hormonais (hipotireoidismo, diabetes, gravidez, etc.), determinados medicamentos (anticoncepcionais orais), idade avançada, genética desfavorável, tabagismo, flacidez de pele aumentada, grande número de estrias, o tempo, entre outros.

Recomendações pré-operatórias

  1. Obedeça às instruções dadas para o dia da cirurgia.
  2. Comunique qualquer anormalidade que eventualmente ocorra quanto ao seu estado geral.
  3. Evite a ingestão de bebidas alcoólicas e alimentação copiosa no dia anterior a cirurgia.
  4. Evite todo e qualquer medicamento para emagrecer, antidepressivos, medicamentos a base de ácido acetilsalicílico, anticoncepcional oral, entre outros, por um período de 10 dias antes do ato cirúrgico.
  5. Interne-se no hospital indicado, em jejum de 8 horas, inclusive de água, obedecendo ao horário de internação.
  6. Dirija-se acompanhada para admissão no dia da cirurgia.
  7. Evite usar brincos, anéis, alianças, piercings e esmaltes coloridos nas unhas.
  8. Leve todos os exames, inclusive o de risco cirúrgico, com termo de autorização para cirurgia e a declaração de recebimento dos termos devidamente assinados no dia da cirurgia.

Recomendações pós-operatórias

  1. Evite esforços por 30 dias. Caminhadas longas somente são permitidas após 30 dias. Ginástica, após 60 dias.
  2. Permaneça deitada com cabeceira elevada a 30 graus ou sentada nas primeiras 24 horas. Levante e movimente-se em casa, mas evite grandes esforços.
  3. Evite deitar de barriga para baixo ou de lado apoiando a mama.
  4. Não se exponha ao sol com intuito de se bronzear por um período de 90 dias.
  5. Use sutiã  modelador por 30 dias, durante 24 horas por dia. Depois, mais 30 dias, somente à noite.
  6. Obedeça à prescrição médica. Use os cremes corporais e cicatriciais e filtro solar diariamente.
  7. Massageie manualmente as mamas e as cicatrizes, no mínimo, 4 vezes por dia.
  8. Volte ao consultório para os curativos subsequentes nos dias e horários estipulados.
  9. Evite ingerir alimentos ricos em carboidratos e lipídios. Dê preferência a frutas, legumes e verduras.
  10. Consulte o manual informativo sobre a sua cirurgia quantas vezes forem necessárias. Nele você encontrará essas e outras orientações essenciais para a sua recuperação.